Fernando Cyrino

Caminhando e saboreando a vida.

Textos


Era uma vez o Amor. Como é da sua natureza Ele não cabe em si e acaba crescendo demais. Desenvolveu-se tanto que sentia uma necessidade imensa de tomar outros espaços, ir se espalhando.

Não que tivesse orgulho, ou fosse presunçoso, o Amor não é nada disso. Ele não cabia em si porque ansiava transbordar no coração das pessoas. E foi desse jeito que o Amor veio para o mundo. Ele chegou como uma chuva fininha e constante que vai caindo e molha a tudo e a todos.

Até que houve uma hora na qual a humanidade se viu encharcada de Amor. Só que a gente não compreendia o que estava se passando e achava ser aquele Amor algo que nem era assim tão bom. No fundo tinham medo de que lhes desse trabalho e obrigações.

Foi assim que começaram a se desvencilhar dele. Enxugavam-se do Amor e iam se tornando secas. Um dia, friamente, tomaram a decisão terrível de matar o Amor. O que não sabiam é que Ele nunca morre. O Amor ressuscita sempre no coração da gente. E a chuva fininha e constante continua transbordando sobre a Terra.
Fernando Cyrino
Enviado por Fernando Cyrino em 10/03/2012
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